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segunda-feira, 2 de abril de 2007

Digg it!

“Share, discover, bookmark, and promote stuff that's important to you!”

O Digg concretiza plenamente o cliché associado à Web2.0: democratização do espaço on-line. Não só podemos partilhar conteúdos (notícias, vídeos, podcasts) como também podemos expressar a nossa opinião sobre um post de outro utilizador, através de um voto ou comentário.

Sujeito à avaliação da comunidade cibernauta, o conteúdo publicado ocupará melhor posição no ranking quanto maior for o seu número de votos, podendo mesmo vir a aparecer na página inicial do Digg.com.

De que forma pode a Internet influenciar a Política?

Uma rápida análise da evolução dos diferentes media revela uma tendência indesmentível: à medida que estes se vão enraizando no quotidiano da população, começam a ser vistos pelos políticos como poderosas armas. A imprensa talvez não seja o melhor exemplo, uma vez que nasceu já muito ligada ao aparelho do Estado. Mas recorde-se a rádio ao serviço da propaganda entre as duas guerras mundiais ou o famoso debate Nixon VS Kennedy na televisão.

A Internet, agora já elemento essencial das nossas vidas, não fugiu à regra.

Nos Estados Unidos da América, Hillary Rodham Clinton (ver vídeo Hillary Clinton as Big Sister) e Barack Obama, candidatos à Presidência da República, não ficaram, de todo, indiferentes ao potencial da net. Redes sociais como o YouTube e o MySpace estão já a ser usadas para cobrir as eleições de 2008. Ainda há pouco tempo, o MySpace anunciou o lançamento do Impact Channel, um espaço onde qualquer cidadão norte-americano pode aceder a informações, vídeos e imagens dos onze candidatos à Casa Branca. Só em Dezembro, o MySpace atraiu 60 milhões de utilizadores e, aproximadamente, 90 milhões de pessoas em todo o mundo segundo estatísticas da firma comScore MediaMetrix.

Não é por acaso que as eleições de 2008 foram já apelidadas de "Elections Web2.0"…



Vídeo retirado de: The Wall Street Journal On-line




quinta-feira, 22 de março de 2007

Tagging - a faceta humana da Web

Porque é tão fácil hoje navegar na net? Num vasto conjunto de motivos, o tagging está com certeza entre eles.

Tagging é a contextualização de um determinado conteúdo (texto, imagem, áudio, vídeo) através da atribuição de uma keyword. Esta classificação não é, contudo, feita de acordo com categorias ou moldes pré-definidos, mas sim por critérios pessoais – é exactamente aí que reside a flexibilidade do tagging.

A possibilidade de sermos nós próprios, meros utilizadores da Web, a categorizar informação tão dispersa permite uma busca mais intuitiva e muito menos imprecisa e rígida como a que seria feita por um simples algoritmo.

domingo, 18 de março de 2007

Is the machine using us?

"The web is no longer just linking information, the web is linking people.
We'll need to rethink a few things..."


O que é Web 2.0?

É a pergunta que todos fazem quando ouvem este termo pela primeira vez. Tim O’Reilly, fundador da O’Reilley Media e criador do termo, responderia que se trata de um aproveitamento da inteligência colectiva, no sentido de desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede.

A Web 2.0 ou 2ª geração da World Wide Web é hoje possível graças às rápidas conexões e interfaces flexíveis que a Web disponibiliza. É assim que o utilizador deixa de ser simples consumidor para se tornar construtor: em conjunto com outros cibernautas, assume um papel activo no crescimento da complexidade da Web. Esta dinamização, feita pelos próprios internautas, dá-se sobretudo através da troca de informações e oferta de serviços on-line.

Assiste-se, de certa forma, à democratização do espaço on-line, sendo o blog a ferramenta por excelência do utilizador interveniente. Vários outros exemplos de Web 2.0 nos são já bastante familiares, como a Wikipedia, o YouTube ou o Del.icio.us.

Subjacente ao conceito de Web 2.0 está a ideia de complexidade simplificada. Numa vasta rede de informação, os conteúdos (texto, vídeo, aúdio) ligam-se de forma lógica e associativa através de links, dispensando, muitas vezes, a utilização de URL’s. Navegar na net torna-se quase um acto natural.

A excessiva utilização do termo Web 2.0 é já alvo de imensas críticas, sendo mesmo encarada como uma estratégia de marketing (ver artigo Web 3.0). Apesar da ausência de consenso acerca do que é concretamente a Web 2.0, o facto é que a sua conceptualização, numa perspectiva sociológica, representa uma análise do momento histórico que atravessamos, ainda que condicionada pela proximidade temporal. Dificilmente podemos escapar da complexa rede de informação em que estamos já envolvidos e da qual já dependemos.