É a pergunta que todos fazem quando ouvem este termo pela primeira vez. Tim O’Reilly, fundador da O’Reilley Media e criador do termo, responderia que se trata de um aproveitamento da inteligência colectiva, no sentido de desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede.
A Web 2.0 ou 2ª geração da World Wide Web é hoje possível graças às rápidas conexões e interfaces flexíveis que a Web disponibiliza. É assim que o utilizador deixa de ser simples consumidor para se tornar construtor: em conjunto com outros cibernautas, assume um papel activo no crescimento da complexidade da Web. Esta dinamização, feita pelos próprios internautas, dá-se sobretudo através da troca de informações e oferta de serviços on-line.
Assiste-se, de certa forma, à democratização do espaço on-line, sendo o blog a ferramenta por excelência do utilizador interveniente. Vários outros exemplos de Web 2.0 nos são já bastante familiares, como a Wikipedia, o YouTube ou o Del.icio.us.
Subjacente ao conceito de Web 2.0 está a ideia de complexidade simplificada. Numa vasta rede de informação, os conteúdos (texto, vídeo, aúdio) ligam-se de forma lógica e associativa através de links, dispensando, muitas vezes, a utilização de URL’s. Navegar na net torna-se quase um acto natural.
A excessiva utilização do termo Web 2.0 é já alvo de imensas críticas, sendo mesmo encarada como uma estratégia de marketing (ver artigo Web 3.0). Apesar da ausência de consenso acerca do que é concretamente a Web 2.0, o facto é que a sua conceptualização, numa perspectiva sociológica, representa uma análise do momento histórico que atravessamos, ainda que condicionada pela proximidade temporal. Dificilmente podemos escapar da complexa rede de informação em que estamos já envolvidos e da qual já dependemos.