Quase um ano depois da entrada em vigor da nova redistribuição das linhas da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, as manifestações do Movimento de Utentes de Transportes da Área Metropolitana do Porto parecem ter cessado.
João Aires, responsável pela área de Comunicação e Relações Institucionais da STCP, considera que as alterações feitas foram “uma aposta no bom sentido, que está a dar frutos”.
“Nós já fizemos um balanço dos primeiros seis meses da nova rede e verificamos que o sistema de transportes aumentou o número de passageiros e isso significa que estamos a verificar uma inversão do que se tem vindo a verificar nos últimos anos, em que as pessoas preferiam utilizar um transporte individual”, diz.
Como razões para este aumento de passageiros, João Aires aponta a integração tarifária e a melhoria da fluidez.
Relativamente à atitude de retrocesso da STCP face ao metro, João Aires diz que a nova redistribuição das linhas procurou ir no sentido da intermodalidade dos transportes.
Desta forma, explica o desaparecimento de algumas linhas, uma das alterações mais criticadas pelos utentes. “Eliminamos as sobreposições do metro pois não faz sentido que num eixo onde passe o metro passe também um autocarro”, considera.
O representante da STCP acrescenta que existiam dados concretos que mostravam não existir procura que justificasse ter uma linha em determinados locais. “Quem tem a ideia de que uma empresa de transportes é lucrativa, engana-se. Nós como técnicos, temos que ter sempre presente qual a melhor solução que minimize os custos, de forma a melhorar a mobilidade da maior parte dos cidadãos”.

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